As vasculites podem ser causadas por vários fatores ou agentes sendo os mais comuns os agentes infecciosos (bactérias, vírus, protozoário etc.), agindo diretamente na parede do vaso. Os agentes também podem ser drogas (penicilina, quinina, antibióticos, etc.). Ultimamente têm sido comuns as vasculites, pelo uso de drogas ilícitas (heroína, cocaína, etc.). Existe ainda a possibilidade de a vasculite ser causada por reações imunológicas ou, finalmente, por mecanismos desconhecidos, atestando assim, que a medicina reconhece não ter total domínio sobre este assunto.

A sintomatologia das vasculites é também muito variável, gerando muitas vezes um quadro clínico pouco característico, como febre de origem desconhecida, perda do apetite, fadiga, mal-estar geral, suores noturnos, hipotensão, dores fortes nas articulações ou nos músculos. Por vezes aparecem lesões na pele (nódulos, enfartamento, púrpura) ou até úlceras cutâneas, geralmente nas pernas ou braços. Considerando que quase todos os vasos do corpo podem ser atingidos pelas vasculites, não é de surpreender a riqueza e variedade do quadro clínico observado nas vasculites.

Outras vezes, o primeiro sintoma é a necrose, que pode acontecer em qualquer parte do corpo, porém é mais frequente nos dedos.

Uma doença que causa necrose nos dedos e braços, com certa frequência, é a tromboangeíte obliterante, conhecida também como Doença de Buerger. Nesta doença, o agente agressor é o tabaco. Geralmente atinge pessoas do sexo masculino, tensas, e na idade dos 30 aos 40 anos. É causado pelo hábito de fumar (cigarros, charutos ou cachimbos) e o tratamento implica na suspensão total do fumo. Mesmo o ambiente com cigarros deve ser evitado. Se a pessoa não abolir o uso do tabaco, a evolução é desfavorável, levando a gangrenas e a amputações.

O tratamento depende, basicamente, da detecção do agente causal, que deverá ser afastado, e do uso de medicamentos anti-inflamatórios, vasodilatadores e analgésicos. Por vezes, está indicado o uso de anticoagulantes e em certos casos, de tratamento cirúrgico ou endovascular. Mesmo com todos os cuidados, esta é uma doença insipiente e que muitas vezes não responde ao tratamento.